Doença de Alzheimer

Compartilhe

Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin

Você conhece alguém que está com dificuldades de memória? Ou que tem apresentado dificuldade em realizar tarefas do dia a dia?

Situações do dia a dia como esquecer números de telefone, não se lembrar onde guardou as chaves ou perder uma consulta médica previamente marcada podem denotar um esquecimento normal. No entanto, deve-se levar em conta que, especialmente entre os idosos, essas situações que são encaradas com normalidade podem servir de alerta e atenção para a demência.

Um dos tipos de demência, e a mais conhecida delas, é a demência de Alzheimer. Ela acomete inicialmente a parte do cérebro que controla a memória, o raciocínio e a linguagem. A idade é o principal fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer. Após os 65 anos, o risco de desenvolver a doença dobra a cada cinco anos, sendo que até 25% dos idosos com mais de 85 anos têm este diagnóstico.  No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de pessoas com Alzheimer, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

A doença de Alzheimer é caracterizada por três principais sinais: alteração da memória, mudança de comportamento e dificuldade na execução de tarefas rotineiras.

Junto a isso, são conhecidos 10 sinais de alerta que chamam a atenção para inicio de Doença de Alzheimer:

  1. Esquecimento de informações recentes, tornando-se repetitivo e esquecendo datas e compromissos;
  2. Dificuldades no planejamento e resolução de problemas;
  3. Dificuldades em finalizar tarefas domésticas ou no trabalho;
  4. Confusão com o tempo ou com a localização;
  5. Dificuldades em interpretar imagens e relações espaciais;
  6. Dificuldade em encontrar palavras em uma conversa;
  7. Perda de objetos e impossibilidade de encontrá-los;
  8. Piora no julgamento e dificuldade em tomar decisões;
  9. Perda de interesse no trabalho e atividades sociais;
  • Alterações no humor e na personalidade.

As diferenças entre Alzheimer e mudanças normais do envelhecimento são observadas, pois no envelhecimento normal as pessoas conseguem driblar as dificuldades, isto é, encontram o objeto perdido, relembram a palavra esquecida, conseguem absorver novos aprendizados para tarefas que estavam mais complexas.

A demência de Alzheimer é dividida em 3 estágios na sua evolução:

No estágio inicial da demência de Alzheimer, a pessoa pode apresentar dificuldades com linguagem, em nomear objetos ou esquecer palavras; desorientação de tempo e espaço, não se lembrando a data ou do lugar em que está; esquecimento de fatos recentes, que acabaram de acontecer; perda de iniciativa e motivação. As lembranças antigas estão preservadas, podendo se lembrar com detalhes de coisas que aconteceram em sua infância por exemplo.

No estágio Intermediário, com o avançar da doença, surgem dificuldades com as atividades do dia-a-dia, como usar o telefone, ligar e desligar aparelhos eletrônicos; piora do esquecimento; maior dificuldade em administrar a casa ou negócios; podem surgir alterações de comportamento como agitação, agressividade, delírios (acreditar que está sendo roubado, que é traído, que estão falando dele), e alterações do humor como falta de interesse, depressão, ansiedade.

É comum o efeito crepuscular, no qual há uma piora de inquietação e confusão mental no fim da tarde ou ao anoitecer.

No estágio avançado, que pode iniciar entre 5 e 10 anos após o inicio dos sintomas, a dependência se torna mais severa, os distúrbios de memória são mais acentuados e o aspecto físico da doença se torna mais aparente. O portador de Alzheimer pode não reconhecer familiares, amigos e objetos conhecidos, ter dificuldade em entender o que acontece ao seu redor, pode ter dificuldade de locomoção, incontinência urinária e fecal, e até comportamentos inadequados em público.

A doença acontece de forma insidiosa e progressiva, os sintomas não aparecem do dia para a noite. A velocidade de piora é muito variável, algumas pessoas permanecem nos estágios inicias e intermediário por muito mais tempo do que outras.

DICAS

– Estabeleça rotinas, mas mantenha a normalidade

– Incentive a independência

– Evite confrontos

– Torne a casa segura

– Encoraje o exercício e a saúde física

– Ajude a manter as habilidades pessoais

– Mantenha a comunicação

– usar utensílios (pulseira, colar, identificação na roupa) com dados pessoais caso o idoso se perca na rua

É importante realizar o diagnóstico diferencial com outros causadores de dificuldade de memória, como envelhecimento normal, depressão, doenças clínicas como problemas de tireóide ou lesões cerebrais.

O diagnóstico precoce possibilita um tratamento mais efetivo e uma maior permanência nos estágios iniciais da doença.