Esquizofrenia

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A esquizofrenia é uma enfermidade complexa, caracterizada por distorções do pensamento, da percepção de si e da realidade externa, com aparecimento de alucinações, apatia e isolamento social, atingindo cerca de 1% da população mundial.

É uma síndrome de longa duração e de inicio precoce, mais comumente durante a adolescência ou início da idade adulta. O indivíduo experimenta períodos de crises e remissões que resultam em deterioração do funcionamento do doente e da família, causando danos e perdas nas habilidades como diminuição da habilidade para cuidar de si mesmo, para trabalhar, para se relacionar individual e socialmente e para manter pensamentos complexos.

Apesar de poder surgir de forma abrupta, o quadro mais freqüente se inicia de maneira insidiosa. Sintomas inespecíficos, como perda de energia, iniciativa e interesses, humor depressivo, isolamento, comportamento inadequado, descuido com a aparência pessoal e higiene, podem surgir e permanecer por algumas semanas ou até meses antes do aparecimento de sintomas mais característicos da doença.

Os aspectos mais característicos da esquizofrenia são alucinações e delírios, alterações do pensamento e da fala, das emoções e do afeto, além déficits cognitivos e perda da vontade.

Alucinações e delírios são freqüentemente observados. As alucinações auditivas são as mais comuns, é uma percepção de vozes inexistentes (“ouvir vozes”), como se alguém falasse com a pessoa, desse ordens de comando ou também conversas entre pessoas.  Pode haver também alucinações visuais (ver coisas inexistentes).

Já delírios são crenças ou idéias errôneas e persistentes, não compartilhadas por outras pessoas da mesma cultura, das quais o paciente está firmemente convencido, mesmo quando há evidências em contrário.

A linguagem e o discurso podem estar desordenados, desorganizados, com a presença de neologismos (criar palavras que não existem), incoerência, conteúdo do discurso empobrecido, podendo haver até mutismo. As alterações do comportamento na esquizofrenia incluem comportamento grosseiramente desordenado até um comportamento catatônico (estupor, catalepsia, automatismo e maneirismos, fazer posturas e caretas, negativismo). A perda da capacidade de sentir prazer e a perda da vontade são características importantes da esquizofrenia.

Pacientes com esquizofrenia demonstram um déficit cognitivo generalizado, ou seja, eles tendem a ter um desempenho em níveis mais baixos do que pessoas sem a doença em testes cognitivos. A esquizofrenia está associada a uma incapacidade considerável e pode afetar o desempenho educacional e de trabalho.

Não existe uma causa única para a esquizofrenia. Considera-se que pode ser causada pela interação entre a genética, fatores ambientais e psicossociais.

Apesar de não haver cura, a esquizofrenia é tratável. A farmacoterapia e o apoio psicossocial são eficazes e fundamentais para um melhor prognóstico. Os conceitos modernos do manejo da esquizofrenia incluem medidas psicossociais e reabilitativas.