Ansiedade

Compartilhe

Share on twitter
Share on facebook
Share on linkedin

Todos nós sentimos ansiedade em alguns momentos de nossas vidas, e isto é saudável e deve acontecer.

Diante de situações novas, como uma entrevista de emprego, dar uma aula, conhecer gente nova, a ansiedade pode  preparar a pessoa frente a um desafio, auxiliando na superação deste.

Mas, quando essa sensação é mais frequente e intensa, afetando seu dia-dia e atrapalhando na realização de certas atividades, torna-se importante procurar ajuda profissional.

O distúrbio de ansiedade é uma doença caracterizada por um sentimento de insegurança, medo, nervosismo, acompanhada de sensações físicas e psíquicas marcantes.

Os  sintomas físicos incluem palpitações (taquicardia), sudorese, tremores no corpo, tontura ou sensação de desmaio, náuseas. É comum sentir falta de ar ou ter a respiração rápida, podendo sentir até dor no peito, como se fosse ter um enfarte. Algumas pessoas sentem dor de barriga, podendo ter episódios de diarréia.

Os sintomas psíquicos  incluem nervosismo,  dificuldade de atenção e concentração, preocupação excessiva, medo constante. Parece que algo ruim vai acontecer. É frequente alteração no sono.

Existem alguns tipos de transtornos de ansiedade. Os mais conhecidos são:

  1. Transtorno de Ansiedade Generalizada, no qual a pessoa está constantemente em alerta, ansiosa, apreensiva. Parece que todas as situações são potencialmente perigosas ou preocupantes. Como se algo de ruim fosse acontecer a qualquer momento, sem algo racional ou concreto exista. O nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores desta, causando sofrimento a atrapalhando o funcionamento da pessoa na vida pessoal, profissional e social.
  2. Sindrome do Pânico: crises repentinas de mal estar, medo intenso, sintomas físicos como taquicardia (palpitação), dor ou aperto no peito,sudorese, falta de ar, sensação de que vai desmaiar ou morrer. Pode acontecer formigamento de mãoes e lábios. As crises tem inicio súbito e duram em torno de 10 minutos. Parece que se perde o controle de si mesmo. Pode ocorrer com ou sem um fator desencadeante, às vezes ocorre sem motivo aparente. Isso faz com que pessoas que experimentaram tal crise tenham receio de sair de casa ou estar em locais cheios, com medo de ter a crise em locais públicos, podendo gerar retraimento e dificuldade de realização de certas atividades.

Uma única crise não significa diagnóstico de Síndrome do Pânico. As crises precisam ser recorrentes e interferir negativamente no estilo de vida das pessoas.

Algumas doenças clínicas podem mimetizar uma crise de Pânico, como hipertireoidismo, feocromocitoma, epilepsia, sendo importante excluir tais possibilidades.

  1. Transtorno Obscessivo Compulsivo (TOC):

A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões.

O TOC é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos recorrentes obsessivos e  rituais compulsivos. Presença de ideias exageradas e irracionais referentes à saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e “rituais” que são incontroláveis ou dificilmente controláveis.

Chamamos de obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa de forma intrusiva, contra a vontade dela. Tais pensamentos/idéias só saem da cabeça quando se realiza um ritual próprio da compulsão, com regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas, que ajudam a aliviar a ansiedade. Se estas compulsões não forem realizadas, tem-se a sensação de que algo de ruim irá acontecer.

Lembramos que em algumas situações, assim como falamos na ansiedade generalizada, as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não chamamos de doenças, não são patológicos. Mas, a partir do momento em que os pensamentos obsessivos levam à realização de um ritual compulsivo para driblar a ansiedade, trazendo prejuízos no dia-dia do individuo, ai sim chamamos de Transtorno (TOC).

O tratamento dos transtornos de ansiedade se baseiam em terapia medicamentosa (antidepressivos sempre e ansiolíticos quando necessário) e psicoterapia, mais especificamente Terapia cognitivo-comportamental.

O mais importante é a detecção precoce e diagnóstico adequado, para tratamento e acompanhamento medicamentoso e psicoterápico adequados.